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A região do Tapajós, onde se situa Santarém, tem belezas naturais e atrativos culturais o ano inteiro.
Sempre podemos passear pelas ruas de Alter do Chão, pacata vila que mistura caboclos amazônidas, paulistas e gringos, visitar as lojas de artesanato, conhecer e falar com as pessoas, ir à Escola da Floresta, que fica bem ao lado de Alter, fotografar, experimentar cores, cheiros e sabores.
Podemos visitar outras comunidades de vida tradicional, sempre de barco (veja www.saudeealegria.org.br ).
Vale a pena conhecer a FLONA (Floresta Nacional do Tapajós), reserva com comunidades extrativistas.
Subir igarapés (é como chamamos os riachos), ver como se faz o couro ecológico. Você pode ainda conhecer o rio Arapiuns, o artesanato em palha, as mulheres cuieiras (que fazem artesanato em cuia), o furo do Jari, as ilhas da frente de Santarém e muito mais.
Em Santarém, que fica a 38 km de Alter, podemos visitar o museu Dica Frazao, uma artesã de 90 anos, ainda trabalhando com fibras naturais.
Degustar as delícias da Mania de Pizza ou do restaurante Piracema.
Passear pela orla da cidade, visitar o Centro Histórico João Fona - onde se encontra um esqueleto da baleia que adentrou o rio Tapajos e acabou morrendo por aqui, peças da arqueologia e da história locais.
Ainda em Santarém, podemos visitar o encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que correm paralelos bem em frente à cidade, sem se misturar por vários quilômetros (de barco). Visitar o centro de Recuperação de animais - ZOOFIT. Conhecer o Bosque Santa Lúcia - Área de Preservação Ambiental do americano Steven Alexander, que se radicou no Brasil há mais de 30 anos.
Belterra fica perto. Lá foi uma das sedes do projeto de Henry Ford - borracha na Amazônia e guarda resquícios desse tempo. Há estudos e documentários sobre isso.
Mais ou menos de março a junho é o período das chuvas, quando as águas
crescem (lenta ou rapidamente, quem determina é o volume das chuvas no
Amazonas, que pressiona o rio Tapajós, fazendo subir o Lago Verde),
encobrindo todas as praias fluviais e a floresta.
Mas o espelho d´água que surge é maravilhoso - vale a pena deslizar
sobre o Lago Verde, em Alter do Chão, assistir ao por do sol, passear
pela floresta encantada, navegando junto ao topo das árvores.
Durante o mês de julho, habitualmente, as águas começam a baixar. Gradualmente, reaparecem as praias - as águas azuis do rio Tapajós recebem, aos poucos, uma borda branquinha de areia, que vai crescendo até novembro, dezembro, depende muito das conjunções climáticas.
Então temos praias até março, de novo.
Mesmo de avião, Alter do Chão é um encanto.
Com informações de Irene Belo, do Beloalter Hotel.
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